INFRAESTRUTURA

Segurança e tecnologia são as contribuições dos Geossintéticos aplicados ao saneamento básico

A tecnologia de geomantas, geogrelhas, georedes, geomembranas, geotubos, entre outros, é usada na filtração, drenagem, reforço, separação e barreira de impermeabilização de solo


A atual situação do saneamento no Brasil é um desafio para os governantes dopais, mas também é uma oportunidade para a atuação mais efetiva do mercado de geossintéticos nesse segmento. São produtos amplamente recomendados para obras de infraestrutura e saneamento e se apresentam em forma de geomantas, geogrelhas, georedes, geomembranas, geotubos, geotêxteis, entre outros, que servem para proteção, filtração, drenagem, reforço, separação e barreira de impermeabilização de solo. 

Os geossintéticos têm importante função em obras de engenharia, por agregarem desempenho, rapidez, segurança e tecnologia industrial ás obras, além de serem soluções que possibilitam a redução na utilização de recursos naturais, função fundamental na engenharia moderna.

A universalização do saneamento básico no Brasil geraria uma economia anual de R$ 1,4 bilhão em recursos para a saúde para tratar doenças provenientes da falta de coleta de esgoto e do fornecimento de água sem qualidade à população. São aproximadamente 100 milhões de pessoas sem acesso à coleta de esgoto e mais de 35 milhões sem receber água potável. Ou seja, para se atingir a meta de universalização do saneamento básico em 2033, prazo estabelecido no Plano Nacional de Saneamento Básico (PNSB), seria necessário investir uma média anual de R$ 15,2 bilhões em abastecimento de água e tratamento de esgoto nos próximos 20 anos.

Em julho de 2018, foi publicada no Diário Oficial da União a Medida Provisória (MP) nº 844, que atualiza o marco legal do saneamento básico e dá à Agência Nacional de Águas (ANA) a atribuição de regulamentar o setor, que é de atribuição constitucional dos municípios brasileiros. A matéria também estabelece normas para possibilitar investimentos por meio de parcerias público-privadas (PPPs).

Com vistas a essa oportunidade, o CTG ? Comitê Técnico de Geossintéticos da ABINT (Associação Brasileira das Indústrias de Nãotecidos e Tecidos Técnicos) tem apoiado o setor, que investe continuamente em pesquisa e desenvolvimento, com o objetivo de atender às demandas do mercado de forma eficaz e competitiva. 

Segundo Fabricio Zambotto, coordenador do CTG?ABINT, a entidade tem trabalhado na formação e atualização de profissionais que buscam inovar nas soluções voltadas à engenharia, para que ele conheça e aplique as tecnologias disponíveis, de forma a obter o melhor resultado.

O CTG?ABINT também atua na difusão da Norma ABNT ISO 10320, publicada em maio de 2013, sobre os geotêxteis e produtos correlatos e sua identificação na obra. Essa norma exige parâmetros mínimos de identificação para que um geossintético possa ser comercializado no mercado. ?É de suma importância para que projetistas, compradores, engenheiros e a fiscalização possam controlar o material que é usado, além de sua instalação adequada, garantindo assim a eficácia dos projetos?, diz Zambotto.

O Comitê participa de um Programa Setorial da Qualidade do PBQP-H (Programa Brasileiro da Qualidade e Produtividade do Habitat), que tem por principal objetivo elaborar mecanismos específicos que garantam que os geotêxteis nãotecidos comercializados no Brasil apresentem desempenho satisfatório, atendendo às necessidades dos usuários e não prejudicando a isonomia competitiva entre fabricantes, visando a elevação da qualidade e do desempenho dos materiais. A ABINT vem implementando o Programa Setorial da Qualidade de Geotêxteis Nãotecidos, desde maio de 2014. 

O CTG-ABINT desenvolveu, ainda, a cartilha ?Recomendações sobre o Uso de Geotêxteis em Obras?, que tem por objetivo auxiliar o mercado a bem especificar, comprar, receber e fiscalizar a aplicação dos geossintéticos nas obras, com base nas normas existentes, garantindo assim a qualidade e segurança do projeto.

A partir desse trabalho, o CTG-ABINT oferece ferramentas de apoio ao desenvolvimento do setor, para que o mercado brasileiro de geossintéticos possa crescer. ?O setor está preparado para atender com qualidade, com tecnologia e de forma competitiva à demanda do saneamento básico e, com isso, participar ativamente do desenvolvimento sustentável do país?, completa o executivo.  

Sobre o CTG-ABINT: constituído por fabricantes e demais fornecedores do segmento de geossintéticos, o CTG-ABINT visa promover as aplicações destes materiais em obras de infraestrutura, por meio da elaboração de manuais, workshops e cursos nacionais e internacionais, todos direcionados ao consumidor/projetista e ou órgão fiscalizador. As empresas que compõem o CTG atualmente são: Braskem, Bidim, Cipatex, Fabritech, Huesker, Maccaferri, Nortene, Ober, Roma, Sansuy, Santa Fé, e TDM Brasil. Para saber mais acesse www.geossinteticos.org.br

Sobre a ABINT: Fundada em 1991, a Associação Brasileira das Indústrias de Nãotecidos e Tecidos Técnicos tem como objetivo representar, difundir e defender os interesses da indústria brasileira de Nãotecidos e Tecidos Técnicos, promovendo e apoiando o seu desenvolvimento e o crescimento do mercado de aplicações desses produtos, que são fundamentais a diversos e importantes setores da economia do país. Para saber mais acesse www.abint.org.br


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